"Estamos a ser vítimas de chantagem por parte de seis elementos que não foram escolhidos. Só decidiram fazer estas acusações depois de saberem que não ficariam no clube", justificou o responsável pelo União de Lamas, Manuel Fontes, ontem, em conferência de imprensa. As afirmações surgem em consequência das acusações de alguns elementos do grupo de atletas brasileiros, alegando que o clube não está a fornecer alimentação condigna e que se encontram em instalações precárias, como noticiou o JN.
Manuel Fontes esclareceu que, ao contrário do que afirmaram os jogadores, "o visto de permanência ainda não caducou". "É válido por 90 dias", afirmou. Sobre o protocolo celebrado com a empresa brasileira que trouxe os atletas, o responsável afirmou que este lhe pareceu "vantajoso para o clube". Admitiu, contudo, que depois dos recentes acontecimentos, tão cedo, "não vem ninguém para o clube". "Acreditámos na boa fé das pessoas e facilitámos", referiu.
"Eles deviam ter ficado apenas por trinta dias, mas como a maioria ainda não tinha equipa interessada, acedemos ao pedido dos jogadores e do empresário para ficarem mais uns dias", esclareceu.
Do grupo de 16 jogadores restam oito. Dois ficaram no clube, os restantes seis têm que deixar as instalações até 6 de Março. Para regressar, têm que pagar uma taxa, relacionada com o voo, que ronda os 180 euros, mas afirmam não dispor dessa verba. Não está previsto no contrato, mas o clube afirma que irá resolver a situação por uma questão "humanitária".
in JN